As 5 razões, para ter um plantel curto, na óptica de um
treinador!
Na minha opinião, e assente em dados estatísticos não
precisamos de 24 jogadores a 27 jogadores num plantel. Não só por os motivos
económicos já muito falados e escritos, nos dias de hoje. Nos dias de hoje
precisamos de 21 jogadores. Basta olhar para os planteis, de Benfica e FC Porto
que tem uma utilização regular de 17 a 18 jogadores. Convido a fazer um
exercício, e verem o tempo de jogo do restante plantel de cada equipa, para
verem que apenas serviram para fazer número. Atenção neste número de jogadores
utilizados, estão dois guarda-redes. E as equipas, de referência foi Benfica e
FC Porto que jogam na liga dos campeões, e tem uma grande sobrecarga de jogos.
De seguida explico as 5 razões.
1-
Muito importante a vertente psicológica, é muita
fácil de entender um grupo com muito menos elementos, congregar motivações.
Valorizar o desempenho, e motivar um grupo quer individualmente, quer
colectivamente. Porque com um plantel deste tamanho, ou seja 21 jogadores.
Quando se diz que todos são precisos, é a pura das verdades. Como identificar de uma forma mais célere a
dinâmica de grupo. O factor motivacional vai ser maior! Porque todo o sere
humano gosta de reconhecimento e notoriedade. E com um plantel com 21
jogadores, isso será uma certeza durante a época.
2-
O trabalho técnico, sem duvida que poderemos,
melhorar em muito, atenção dada a cada atleta, e potenciar de uma forma mais
rápida, todas as suas competências. Já que uma equipa técnica, poderá ter um
desafio entre si, ou seja cada elemento da equipa, terá a seu cargo 7
jogadores. Que irá reparar nos detalhes. E com isso corrigir, e dar a devida
atenção, para potenciar individualmente e colectivamente, todo o potencial que
o atleta tem. Depois a implementação do modelo de jogo em todas as suas
vertentes, poderá ser potenciado ao máximo. Não acontecer como esta época
assistimos em fases da época em que os jogadores que foram chamados, para
colmatar uma baixa por lesão ou castigo. Tinham a sua oportunidade, mas que
eram torturados por a imprensa. Que não tinham valor para jogar numa equipa de
topo. A maioria das vezes, os jogadores não sabiam movimentos, lances estudados
de bolas paradas, ocupação de espaços quer ofensivamente, quer defensivamente,
por uma simples razão. Aquela equipa era um corpo estranho para eles, via se,
que estavam no plantel, mas trabalhavam num mundo a parte. Por isso não
existiam as mínimas rotinas, tão importantes no futebol. Obviamente que a pouca
utilização em jogos, ainda acentuava mais as carências. É obvio que os
jogadores também tem a sua cota parte de culpa. Mas quando esta numa equipa em
que és verbo-de-encher, a tua concentração não é a melhor. Por isso com um
grupo curto, o potencial e o nível de concentração, aumenta no trabalho.
3-
Definição de metas e objectivos, este outro
ponto, que junta os anteriores descritos, ou seja a parte mental, com o
trabalho técnico. Os jogadores só estarão, suficientes motivados, para as metas
e objectivos da equipa, se cada jogador individualmente tiver as suas metas e
objectivos. Que as suas expectativas individuais, enquadrarem se, na
perspectiva do grupo onde estão inseridos.
4-
Constituição do plantel, obrigatoriamente quando
se constrói um plantel curto. O critério tem que ser muito mais exigente, como
a noção de equilíbrio. Com um plantel curto obrigatoriamente temos de ter uma
formação forte. Com uma estrutura onde existe um trabalho global, porque são os
jovens da formação que vão ser os elementos que em caso de lesão, ou castigos.
Que serão chamados para compor a equipa. O plantel tem que ser composto por
elementos muito fortes tacticamente e mentalmente. O modelo e sistema adoptar
tem que estar definido. Todos os sectores do campo. Tem que ser preenchidos de
uma forma muito racional e eficiente. Vários jogadores da equipa têm que estar
disponíveis, para jogar em mais que uma posição. Tudo por um motivo, todos são
importantes para o objectivo final.
5-
Risco que se tem, um plantel curto, com uma
serie de lesões, a equipa pode ficar em dificuldades. Penso que este é o
problema maior que se pode ter. as lesões são sempre problemáticas ate numa
equipa com um plantel vasto, porque todos os treinadores tem sempre um núcleo
duro. Por isso é apenas um risco. Outro risco é construir um plantel
desequilibrado, imaginemos muito forte num sector, e fraco nos outros, o que
vai fazer a equipa ser muita desequilibrada, e com muitas poucas opções. Por
isso tudo tem que ser ponderado. Porque ate nas aquisições, vai ter que ser
assertivo, não existe margem de erro.
Nota final: fazendo uma reflexão, e olhando
os factos, na minha opinião os planteis hoje são excessivos na quantidade de
jogadores, por tudo o que disse e por as minhas convicções, os planteis curtos
ainda tem uma situação muito vantajosa. Já que na abertura da janela de
mercado. Pode se arranjar um reforço ou dois, sem proceder a dispensas e um
aumento excessivo de jogadores para trabalhar. É uma vantagem já que não se vai
alterar muito a dinâmica de grupo.
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