Acredito que vamos chegar aos quartos-final do Euro 2012!
Apesar do resultado, Portugal deixou indicações que tem
condições para chegar aos quartos-final do euro 2012. Uma derrota por uma bola
a zero. Que não serve como vitória moral. Mas serve para vermos, que apesar de
termos algumas fragilidades, não deixamos de ter uma boa equipa.
Portugal mostrou ter argumentos para discutir o resultado
com qualquer equipa, deste campeonato da europa. Contra Alemanha não entramos
bem, por uma razão simples. Focalizamos o nosso jogo em demasia na segurança
defensiva. A nossa principal preocupação, foi sempre uma correcta ocupação de
espaços na transição defensiva. Nesse aspecto controlamos a selecção alemã, como
poucas equipas no mundo conseguem. Sabendo que ozil era o grande dinamizador do
ataque alemão. Como as diagonais de muller. Com as movimentações do Mario Gomez do centro do terreno para as faixas para
voltar a zona de finalização sem marcação. Todos esses aspectos, que são
importantes, na grande dinâmica ofensiva da equipa alemã. Ate num aspecto que todos
nós estávamos preocupados, que era o apoio que os nossos extremos davam nas transições
defensivas, da equipa germânica estivemos imaculados. Tivemos muito bem nas
transições defensivas durante toda a 1ª parte. Pena foi as transições
ofensivas. A equipa portuguesa estava tão preocupada, em ser uma equipa rígida posicionalmente.
Que quando tinha a posse de bola, privilegiava o passo curto para o lado ou
para trás. Para ter a maior segurança possível. Com a máxima preocupação não
perder a bola na 1ª fase de construção. Onde sabe que os alemães são poderosos.
Com tudo isso a equipa estava concentrada em ocupar bem os espaços, com isso a
movimentação ofensiva e dinâmica era pouca. O que fez que nunca fosse possível ter
bola. Isso também facilitou a pressão alta dos alemães que cedo deram, conta da
intenção da equipa portuguesa. Que sabia 1que era importante, obrigar Portugal a
jogar longo. Porque com esse estilo de jogo tudo era mais fácil, para equipa
alemã, muito dotada fisicamente e muito a vontade no contacto físico e jogo aéreo.
Com isso conseguiram ter um maior controlo de jogo. Para que é treinador de
futebol, o jogo na primeira parte teve uma dimensão táctica soberba. Porque o seleccionador
alemão teve alguns cuidados, que mostram o respeito por a selecção portuguesa. Usou
duas situações para parar os nossos extremos. Uma quase uma marcação individual
dos laterais, depois para não haver surpresas. Apostava numa superioridade numérica,
realizada por os dois médios defensivos num flanco e noutro. A juntar a isso obrigou
ozil a um grande desgaste, já que quando o médio defensivo, fazia superioridade
no flanco. Era o ozil que ia fazer de segundo pivot defensivo. Foi sempre uma
preocupação evidente, da equipa alemã tapar os flancos, e ocupar as zonas mais
adiantadas de organização ofensiva portuguesa. Foi uma primeira parte que foi
uma verdadeira lição táctica. Na 2ª parte devido algum cansaço e ser impossível
manter o mesmo nível de concentração. Sabia eu iria existir mais espaço de
parte a parte. Porque para a segunda parte a estratégia pouco se alterou. As equipas
entraram da mesma forma, com o mesmo foco. Da parte de Portugal notou se mais
liberdade dos extremos, para se movimentarem tanto nos flancos como nas zonas
interiores. O nosso meio campo passou a ter mais
liberdade, já que ozil, não ocupava da mesmo forma o espaço na zona dos dois
médios defensivos da Alemanha. Isso foi muito importante para Portugal ter mais
bola. Especialmente Veloso, começou a defenir muito bem os lances da equipa
portuguesa, sempre bem apoiado por Raúl Meireles e Moutinho. Alemanha continuo
a ter mais posse sem perigo algum. Até que num ressalto, de um cruzamento faz
um golo. É obvio que a classe de Mario Gomez foi deveras importante, já que escolheu
o lado. Um golo que vem dar razão aos que defende nos dias de hoje os laterais,
devem ser jogadores, altos e com uma boa estrutura física. Já que nestas
situações fazem de terceiro central. É uma grande verdade, um lateral com outra
dimensão física sem ser o João pereira, jamais o mario gomez, marcaria aquele
com golo com toda a facilidade do mundo. Portugal não tem e Alemanha aos 70
minutos. Estava em vantagem. Paulo Bento pouco antes tinha apostado na troca de
Postiga por Oliveira. Postiga foi um jogador esforçado, mas nunca foi capaz de
segurar a bola, jogar nos apoios. Oliveira não entrou mal, um pouco nervoso, em
alguns lances muito menino ainda para estas andanças, mas nota se, que esta ali
muita qualidade, e nos poucos lances que deram espaço. Ele criou situações de
perigo. Já que sabe ter a bola, e definir muito bem o tempo de passe. Os alemães
após o golo baixaram as linhas, trocaram homem por homem, numa de refrescar a
equipa, e manter o seu nível de organização e concentração. Os germânicos sabiam
após do resultado do jogo anterior da Holanda, que estes três pontos eram
vitais. Portugal colocou o varela, tirou o esforçado e competente Raúl Meireles,
que fez uma grande exibição. Colocou Varela, que fez uma revolução, muito forte
no um para um. Libertando nani e cristiano Ronaldo. A equipa ganhou dinâmica, e
poderemos pensar porque não mais cedo. Mas criou se oportunidades suficientes
param no mínimo empatar. A Alemanha defendia na parte final como podia. Fica o
amargo na boca. Poderia ter sido outro o resultado. Contra a Dinamarca, teremos
que jogar como nos últimos minutos. Se o fizermos muito dificilmente
perderemos. Não esquecer que jogamos com Alemanha, talvez a melhor equipa da
europa actualmente. Por isso tenho orgulho de ser Português. Mas estou
tranquilo porque existiram muitos pontos positivos deste jogo.

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