O 1º dia de europeu, logo com uma lição táctica de Fernando
Santos!
O euro 2012, esta, ai para muito o melhor torneio do mundo
de futebol, já que das 16 selecções presentes, 13 delas figuram entre as 20
melhores do ranking mundial. Só isso diz tudo. Uma festa de abertura simples e
curta, mas fantástica. O primeiro jogo para abrir, duas equipas que estão longe
de ter um futebol espectacular. A Polónia um dos organizadores, com um
fantástico apoio, no bonito e moderno estádio de Varsóvia. Contra uma Grécia treinada
por mais um dos grandes treinadores portugueses. Favoritos no jogo da abertura
seriam os polacos. O facto é que a selecção polaca entrou a todo o gaz. Pressionando
logo a Grécia, na 1ª fase de construção do seu jogo, aproveitando o ritmo lento
que os gregos tanto gostam de impor. Para assim controlarem o adversário. Sabendo
que karagounis e katsouranis é que definem a primeira fase de construção de
jogo, muito bem da Grécia. Aproveitando as carências defensivas de todo o lado
esquerdo da equipa da Grécia. Especialmente Samaras, que nunca deu o apoio
devido ao seu lateral esquerdo, aparecendo em diversas situações de jogo, dois
para um. Com isso tudo apareceu o golo dos polacos, uma selecção que tem dois
ou três jogadores, que são mais-valias. Foram esses três jogadores
especialmente rybus, com movimentos interiores, que provocou muitas
dificuldades a uma equipa que esta habituada a marcar homem a homem na zona
defensiva. Um mal antigo do futebol grego, que Fernando Santos tem tentado alterar. Lewandowski
o melhor jogador da equipa polaca, um avançado que não precisa de muitas
oportunidades, para marcar, que apesar de ter uma grande estrutura física, tem
qualidade técnica e faz muito bem diagonais, aparecendo com facilidade em zonas
de finalização. Juntando uma pressão alta. Com polanski um jogador que não se
da por ele, mas tem influencia enorme tantos nas transições defensivas, como
ofensivas. Tudo isto fez que a polónia tivesse 25 minutos de grande nível, que
por indicação do seu treinador. Se foram perdendo, ate ao intervalo apesar da
ajuda do árbitro espanhol. Que esteve mal especialmente a nível disciplinar. Foi
ao intervalo que Fernando Santos demostrou porque nós treinadores Portugueses,
somos os melhores treinadores do mundo. Antes de mais, tirou Ninis, que foi
apenas na 1ª parte um jogador fora do jogo, optando sempre por temporizar jogo
ou acções individuais, nunca apostando no colectivo. Apesar de reduzido a dez
unidades, apostou em salpingidis, jogador rápido, muito bom em diagonais, um
jogador vertical e objectivo. Sabendo da defesa alta e a jogar em linha da
polónia, que com a lentidão dos gregos na 1ª parte estava como peixe na agua,
jogando dessa forma. Mas Fernando santos sabendo desse comportamento defensivo,
fez ainda outra alteração, nas transições ofensivas da equipa. na 1 fase de
construção, optava por fazer uma circulação em passes curtos nessa zona, para
libertar especialmente karagounis, como fazia baixar o samaras ou gekas, para
aparecer muito espaço livre nas costas, ou seja profundidade. O facto foi que a
partir dai foram criadas, inumaras oportunidades. Defensivamente Fernando
Santos abdicou que os defesas subissem, ainda teve ajuda do treinador da
Polónia, que tirou rybus, o homem dos desequilíbrios. A quando da grande
penalidade, a partir dai só existiu uma equipa. a quando da grande penalidade já
Fernando santos, metia toda a carne do assador, com entrada de fortounis, jovem
talentoso e muito rápido, que ainda causou muitos problemas. O nosso grande
treinador português, Fernando Santos, mostrou como se podem mudar do banco um
rumo de um jogo. Quanto a Polónia, mostrou que só foi para o jogo, com uma estratégia,
que o medo e ansiedade, era imensa. Já que com todas as vantagens que chegou ao
intervalo. Tudo se diluiu em pequenas e simples mexidas da Grécia, na forma de
actuar e se posicionar alias haver um vencedor seria a Grécia. Uma equipa experiente
e muito organizada. Que não tem grandes valores individuais. Mas que tem todas
as possibilidades de chegar a fase seguinte. Quanto a Polónia, a não ser uma
alteração enorme. Depois de ver a Rússia ontem, poucas esperanças existem. Quanto
ao segundo jogo da noite. Rússia versos REP. Checa, é um facto que os russos
podem ser uma surpresa neste europeu. uma equipa com uma dinâmica de jogo que
impressiona, por as suas fortes alterações de ritmo de jogo. Depois uma equipa
russa que tem um arshavin, como é normal nas fases finais, sempre em grande. Mas
depois temos que falar em denizov, zhirkov e shirkov, e não poderemos esquecer
do matador Dzagoev. Uma equipa cheia de talento. Bem montada tacticamente. Mas no
outro lado estava uma REP. Checa uma sombra da equipa do EURO 1996, é uma
equipa que roçou o banal. Mostrou carências em todas as fases do jogo. Nunca foi
uma equipa que mete-se em causa o resultado do jogo. Muito dificilmente poderá
aspirar a estar na fase seguinte. Sem dúvida que estes dois primeiros jogos, do
grupo A, já deu para ver que a Rússia e a Grécia serão os grandes candidatos a
fase seguinte. Por uma razão simples, o seu futebol a nível táctico tem outra
dimensão. A não ser uma grande alteração de comportamento ou um dia de sorte. A
Polónia contra a Rússia, e a REP. Checa contra a Grécia. Penso que na próxima
jornada pode ficar tudo decidido. Com a respectiva passagem da Grécia e da Rússia
a fase seguinte.

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