quinta-feira, 7 de junho de 2012

O projecto das equipas B


O projecto das equipas b

Os projectos das equipas b, só serão viáveis se assentarem em três pilares. Transição ao futebol sénior e continuação da formação. Potenciar jovens valores nacionais e internacionais. Encurtamento da principal equipa e potenciar os recursos já existentes no clube. Só tendo como base estes princípios. Os clubes poderão tirar rendimentos desportivos e financeiros  a curto e médio prazo. De outra maneira será um trabalho para jogar a rua.



1-º Transição ao futebol sénior e continuação da formação:

Existem três perguntas que os dirigentes e equipas técnicas, devem fazer, porquê estou a fazer a equipa b? O que isto vai dar de benefícios ao clube? O que eu quero obter com isto?

- Só depois de se saber essas perguntas, se pode avançar para um projecto serio e legítimo, porque uma equipa b é muito mais que um espaço, para jogar jovens atletas. Para dar minutos de jogo, como dizem os afamados comentadores desportivos. É um espaço que deve ser aproveitado e potencializado ao máximo.

Respondendo as questões com a minha humilde opinião, de treinador de futebol e dirigente.

Porque estou a fazer uma equipa b?

 Treinador: estou a fazer equipa b, porque na transição do futebol júnior, para o sénior. É um passo extremamente grande. Onde existe logo uma diferença enorme no espaço, e no tempo de execução. Ambas encarnam no mesmo, podendo juntar se a intensidade. Já que todos estes aspectos advém de uma cultura táctica muito superior, devido aos anos de experiencia acumulados que esses jogadores já tem nesse escalão. Juntando se agressividade e atitude profissional. Que o futebol profissional obriga. Juntando se a isso a idade do atleta. Onde com treino específico, mas acima de tudo trabalhando com o modelo de jogo da equipa principal, sabendo que o seu objectivo principal é atingir a principal equipa. Que para isso tem um espaço que pode trabalhar a vontade, e ao mesmo tempo ser acompanhado de perto. Por toda a organização do clube. Podendo se aproveitar jovens da região, como de qualquer parte do mundo. E mesmo que tenham algumas limitações, podemos de uma forma tranquila, potenciar toda a sua qualidade de jogo. Já que o mais importante nesta equipa é potenciar os talentos. Sabendo que só um grande trabalho colectivo poderá fazer que isso aconteça.

Dirigente: estou a fazer a equipa b, por opinião técnica que é sempre das mais válidas que posso ouvir, depois ao encurtar um plantel sénior significa, poupar verbas importantes num lado. Para investir em jovens activos do clube. Depois não existe tanta de necessidade de ir ao mercado. Mesmo que os jogadores. Acabem por sair para outros clubes. Significa sempre haver encaixes financeiros devido a formação. Mesmo que a taxa de sucesso de jogadores formados seja um ou dois jogadores por época, que chegou a principal equipa significa menos custos para o clube, e um grande activo para vender no futuro. É por estas razões que faço equipa b. Como também poderei trabalhar parcerias a nível internacional.



O que isto vai dar de benefícios ao clube?

Treinador: antes de mais um sentido a formação do clube, os jogadores da formação, sabem que existe, um espaço para eles continuarem a progredir. Pode se ter um plantel mais curto na equipa principal. Uma maior identificação com a filosofia do clube. Criação de talentos para o futuro.

Dirigente: o clube maximiza todo o investimento feito na formação, juntando a isso um perfil de jogador da equipa e da região. Criação de muitos mais activos, com isso, mais oportunidades de encaixes financeiros. Mais uma equipa que fará todo o complexo desportivo do clube ter actividade, potenciando aproximação da massa associativa com mais regularidade as instalações do clube. Menos custos na principal equipa, já que se passará a ter um plantel curto.

O que eu quero obter com isto?

Treinador: que num prazo 3 anos, 50% do plantel seja formado no clube, que no mínimo seja recrutado a equipa b, esses 50%. Isso fara o clube ter uma grande identidade própria. E o clube ter um perfil de jogador, que é uma marca para a região. Como irá ser um clube muito apetecível para os jovens talentos, saberão que tem oportunidade, de singrar na carreira.

Dirigente: para o país onde estamos inseridos, é um modelo que com esta filosofia posso captar investidores, já que o clube tem activos valiosos. Maximiza os seus custos. Ao ter um plantel curto poderei dotar a equipa com mais qualidade, e detrimento da quantidade. O que pode fazer o clube ter outras ambições desportivas. Com isso captar mais sócios e receitas, já quanta mais qualidade tiver, e mais alto estar competitivamente mais receitas farei. Seguindo uma regra para que o clube cada dia seja mais apetecível, seja um clube economicamente sempre viável. Gastando somente os recursos que tem.

Muitos clubes fazem as equipas b, mas não com um propósito bem definido. Muitas é um espaço somente para os jogadores ganharem minutos. Muitos clubes fazem a pensar que de imediato, os jogadores ficam feitos. Depois é só jogar por a equipa principal. E a faz se logo um negocio em grande. Os jogadores que estão nessa equipa b, não tem uma perspectiva de futuro, olham para a principal equipa e estão lá 25 jogadores ou mais. Isso faz os lembrar que não, contam para nada. Isto para dizer o que uma equipa b, tem que ter um forte propósito, esse propósito é saber que a equipa b, só pode ser analisada de períodos de três em três anos. Ai se verá o sucesso desportivo e os encaixes financeiros, como a rentabilidade desses jogadores na principal equipa. Por isso a equipa b, deve ser um valoroso balão de ensaio do clube. Será o espaço onde se potencia tudo no clube. Desde do futebol, gestão e marketing. Para elevar cada dia mais o clube.

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