sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

joão Prates, numa grande entrevista, a prova que em todas as regiões temos grandes treinadores!






Entrevista para João Prates:



 


 O Universo da bola, faz diversas questões ao treinador João Prates, treinador que nos últimos anos tem realizado trabalhos bastante assinaláveis. Onde se destaca o trabalho desenvolvido no U Montemor, Mas João Prates vai nos contar tudo, o porque de ser treinador, que analise faz a sua carreira, que objetivos para esta temporada, que sonhos tem para a sua carreira! O agradecer a frontalidade, e a forma que nos falou de todas as questões, em especial do futebol da região do Alentejo, e do seu estado atual!


 


1-º UB: O porque ser treinador, quando nasceu essa vontade?


Enquanto jogador sempre fui um jogador que se interessou em saber o porquê dos exercícios e o bichinho começou a nascer, o futebol sempre foi a minha paixão e queria ficar sempre ligado a ele, não é um mundo fácil, mas é a minha grande paixão e comecei ainda enquanto jogava em escalões de formação e tive a certeza que quando terminasse de jogar, treinar seria aquilo que queria fazer no futuro!


 


 


2-º UB Olhando para o cv do mister, destacamos o trabalho realizado em Montemor, mas que analise fazes a estes anos de treinador?


Uma análise positiva, comecei em Montemor numa altura complicada em que a maioria dos amigos me aconselhou a não aceitar, o clube estava com 8 jogos, 8 derrotas, quando subia a 3ª divisão acabava por descer e era um desafio arriscado, mas esta profissão é feita de risco e nem pensei duas vezes, conseguimos uma manutenção que já ninguém esperava e nos dois anos a seguir demos estabilidade ao clube nos campeonatos nacionais e formamos uma equipa com níveis competitivos diferentes. Como coordenador do futebol de formação do cube conseguimos também criar um modelo de jogo e modelo de treino que continua a ser seguido pelo meu ex adjunto.


 Em Reguengos, depois das 10 jornadas da época passada em que com o fim da 3ª divisão acabamos por descer ao distrital de Évora, estamos agora a iniciar também um projeto que permita ao Atlético regressar ao CNS e por lá ficar muitos anos, construímos um plantel quase de raiz, ficaram 6 jogadores da época passada, apostamos em jovens que querem aparecer e fazer carreira no futebol, as coisas tem corrido bem, fomos lideres durante 17 jogos, estivemos 16 jogos seguidos sem conhecer o sabor da derrota, neste momento estamos a 1 ponto do líder mas o objetivo continua a ser o mesmo, tentar já ser campeão no primeiro ano deste projeto embora saibamos das dificuldades.  


 


 


3-º UB Como treinador e olhando para a tua carreira, o estares inserido mais na região do Alentejo tua região, é uma opção da tua parte, ou foi por ainda não ter surgido uma oportunidade de mostrares o teu trabalho noutra região?


Aconteceu assim, para mim é gratificante alguém que começou a pouco tempo ter tido a oportunidade de treinar em dois clubes históricos do Alentejo e ao mesmo tempo ver as pessoas satisfeitas com o meu trabalho. Já existiram contactos e a pouco tempo poderia ter saído para o norte do Pais, mas este foi um grupo de trabalho que formei e decidi com o coração em vez da razão mas para mim é muito importante o sentimento naquilo que fazemos e nesta altura não sairia! Aquando da saída de Montemor também surgiu a possibilidade de ir para o Irão mas que acabou por não se concretizar!


 


 


4-º Falando nesta região o Alentejo, em que sabemos que é uma região mais interior, que achas do seu nível, e se tivesses poderes para melhorar, que medidas tomarias?


A divisão de elite já é um campeonato com alguma qualidade, houve alguma melhoria ao nível do trabalho de campo, de mentalidades também e o campeonato está mais competitivo mas claro que existe coisas a melhorar, desde logo algo que tem sido muito negativo neste campeonato que é a arbitragem, necessita claramente uma melhoria de qualidade e uma melhor preparação do seus intervenientes e também a própria associação nomear os melhores árbitros para os jogos mais difíceis. Continuar a tentar desenvolver o futebol de formação porque está ai o futuro de regiões como a nossa, a nível de infraestruturas desportivas as coisas estão muito melhores que á alguns anos atras mas deve-se continuar essa melhoria.


 


5-º Falando do teu projecto actual, o AT. Reguengos é um clube com muita tradição na região muito habituado a andar noutros patamares, como a 2b o actual CNS. O objectivo que o clube tem passa somente pela subida da principal equipa, ou tens um projecto mais abrangente para o clube com outras abrangências, como futebol de formação e dotar o clube com um modelo para todo o futebol?


É verdade, o Atlético é um clube com tradição na região mas os tempos hoje são outros apesar de algumas pessoas não perceberem isso, é um clube que está também em mudança, passa dificuldades financeiras como todos os clubes em Portugal e hoje é impensável ter um orçamento como o Atlético teve nos últimos 4, 5 anos, felizmente tenho um direção responsável que gasta apenas o que pode e faz todos os esforços para que esteja tudo em dia, como está.


A nível desportivo iniciamos um projeto a dois anos, construímos uma equipa quase de raiz, apostando em jogadores jovens, á procura de iniciar uma carreira no futebol, e o objetivo principal é ser campeão, se o conseguirmos já no primeiro ano é fantástico para uma equipa que foi praticamente construída de raiz num campeonato que é claramente o mais competitivo dos últimos 20 anos. Neste momento aqui estou apenas ligado ao futebol sénior.


 


 


6-º Que análise fazes a divisão máxima da AF Évora, em termos de qualidade e a que nível esta a competição?


Em termos competitivos é claramente o campeonato mais competitivo dos últimos 20 anos, pois com o fim da 3 divisão existe equipas que habitualmente andavam nos nacionais e agora estão na divisão de elite como Juv.Évora, Atlético, Monte Trigo, Redondense e isso eleva o nível, depois foi o normal crescimento de alguns clubes como Oriolenses que foi campeão na época passada, Sporting de Viana que traz um trabalho de 4, 5 anos.


A nível de qualidade ainda deixa um pouco a desejar, a maioria das equipas continua a praticar um futebol muito directo mas também nesse aspecto existiu uma evolução que contribui para se assistir a melhores jogos de futebol mas é preciso continuar a melhorar esse aspecto mas atualmente é um campeonato muito competitivo onde acontece surpresas todas as jornadas.


 


 


7-º Que análise faz do desempenho ate aqui da equipa, e expectativas para este ultimo fase da competição?


Apesar de neste momento estarmos no segundo lugar a 1 ponto do primeiro o balanço é positivo, somos uma equipa que joga bom futebol, somos a equipa mais concretizadora, a defesa menos batida, lideramos durante 16 jornadas, temos apenas uma derrota e tudo isto numa equipa construída este ano, com muita gente nova que está pela primeira vez a treinar e a jogar com o grau de exigência de jogar para ganhar em todos os jogos é positivo, mas o que fica na historia será se formos campeões, e é isso que queremos que aconteça e já este ano!


A última fase vai ser uma fase complicada onde estarão as seis melhores equipas, mas essas dificuldades terão que ser a nossa motivação para atingirmos os nossos objetivos sabendo que no inicio não eramos os principais favoritos mas agora a nossa ambição é deixarmos os nossos nomes ligados a mais um titulo de campeão neste clube.


 


8-º Existem valores no AT Reguengos para jogar noutro nível, jogadores que possam ambicionar a jogar numa liga profissional?


Sim, claramente, existe dois, três jogadores com enorme potencial mas para o atingirem depende daquilo que estarão dispostos a sacrificar-se para o atingir, só por si o talento não chega, é necessário também mentalidade, agora depende deles, comigo já trabalharam dois jogadores que estão a atingir outros patamares, caso do Julian no Boavista e Harramiz que está no Benfica, enquanto treinador, fico sempre satisfeito de poder ajudar mas quando se tem talento, eles so terão que juntar a mentalidade porque este é um mundo competitivo que não permite distrações!


9-º Quais os teus objectivos e metas como treinador, que sonho te motiva todos os dias nesta carreira?


São metas simples, neste momento atingir o título de campeão com este grupo de trabalho, melhorar a cada dia mais e o resto será consequência daquilo que fazemos diariamente no nosso trabalho e que isso me permite subir patamares e chegar a primeira liga ou então sair para o estrangeiro que é outro dos meus objectivos!


 


10-º Que palavras de motivação, deixas a quem quer ser treinadoras, uma carreira de treinador que não tem nada de estável?


Primeiro de tudo ter paixão, gosto por aquilo que faz, depois se sentir isso, é importante agarrar todas as oportunidades que possam surgir sem receios, como disse esta é uma profissão que de estabilidade não tem nada, num segundo passamos de bestas a bestiais e vice-versa e é preciso ser forte mentalmente para viver dentro deste mundo e sobretudo morrer pelas nossas ideias.


 


11-º para finalizar que palavras, para toda a massa associativa do AT Reguengos?


Que domingo a domingo nos apoiem, compreendam a equipa que tem, que todos damos o nosso melhor porque só juntos seremos mais fortes!















































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